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mar 12

Revolucionárias e estilosas

Mulheres fortes, criativas, revolucionárias, estilosas e surpreendentes são capazes de transformar o mundo. No mês em que é comemorado internacionalmente o Dia da Mulher, reunimos as histórias de grandes mulheres que com muita determinação e talento contribuiram de forma avassaladora para a evolução da moda – e também do pensamento da sociedade em que vivemos.

• COCO CHANEL

Na França do final do século XIX, Gabrielle Bonheur “Coco” Chanel revolucionou o mundo da moda ao romper com o vestuário opulento e rígido da Belle Époque. Suas criações refletiam o estilo casual e ofereciam à mulher uma maior liberdade de movimento: conforto e praticidade sem perder a elegância. Além do trabalho marcante sua própria aparência tornou-se uma aspiração para a mulher do século XX. Seus cabelos curtos aliados às roupas largas e livres do espartilho, compunham o símbolo da mulher moderna, ativa e liberal.

Símbolo de status
Vestido preto, tailleur, colar de pérolas e alças de corrente dourada nas bolsas tornaram-se símbolos de status que marcaram eternamente a história da moda. Além disso, o perfume mais vendido no mundo também é Chanel. Criado em 1921 por Ernest Beaux a pedido de Coco, o Chanel nº 5 partiu de sua sugestão: “Um perfume de mulher com cheiro de mulher”. Seu frasco art déco foi incorporado à coleção permanente do Museu de Arte Moderna de Nova York em 1959.

• LEILA DINIZ

A carioca Leila Roque Diniz tornou-se figura marcante devido à sua personalidade ousada. Inimiga de todas as convenções, conseguiu romper inúmeros tabus da sociedade brasileira em uma época de repressão em que todo o país vivia sob a ditadura militar. Dava entrevistas corajosas às revistas da década de 1960 e 70 em que declarava seus pensamentos abertos sobre amor e sexo. Além disso escandalizou a população ao exibir sua gravidez na praia. Como atriz, Leila participou de 14 filmes, 12 telenovelas e várias peças teatrais. Na Austrália, ganhou o prêmio de melhor atriz com o filme Mãos vazias.

Alegria e irreverência
Semeando oposição entre os conservadores e as feministas, preocupada apenas em ser fiel ao seu próprio sistema de valores, criticada pela sociedade patriarcal e machista, perseguida pela direita, difamada pela esquerda conservadora e considerada vulgar pelas mulheres de seu tempo, Leila Diniz tornou-se um ícone da liberdade, do hedonismo e da indignação que não abdica de sonhar e alegrar-se. (Com dados de UOL Educação)

• MADONNA

Madonna Louise Veronica Ciccone Ritchie, na década de 1980, revolucionou o mundo pop e escandalizou a mídia. Simplesmente com o pré-nome, Madonna, tornou-se uma das maiores estrelas da música internacional. Considerada uma das artistas femininas mais influentes na música contemporânea, é notada por renovar continuamente sua música, mantendo um padrão de vanguarda em seu trabalho. Ela também usa seus videoclipes, shows e entrevistas para comunicar sua posição sobre sexo, religião e política, criando várias polêmicas ao longo de sua carreira. Na moda, estabeleceu como estilo o uso da lingerie como peça do vestuário. Suas roupas, performances e vídeoclipes começaram a influenciar o público feminino. Seu estilo tornou-se uma tendência de moda feminina da época. Tops de renda, saias sobre calças capri, meia arrastão, levando jóias de crucifixo, pulseiras e cabelos descoloridos tornaram-se referências.

Polêmica e talento
Madonna atraiu a atenção de organizações familiares, que se queixaram de que sua música e os seus acompanhantes de vídeo promoviam sexo antes do casamento e haviam comprometido os valores da família. Conservadores e moralistas exigiram diversas vezes o banimento dos vídeos e singles da cantora. Mas seu talento sempre falou mais alto e é considerada até os dias hoje como ícone de sucesso mundial.

• COSTANZA PASCOLATO

Nascida em Siena, Itália, Costanza passou o início da infância em Roma, brincando com Juanito (Juan Carlos), o atual rei da Espanha. Chegou ao Brasil aos seis anos, acompanhada pelos pais que logo fizeram parte da elite intelectual e econômica. Boas maneiras, educação e elegância sempre fizeram parte de sua vida desde a infância. Com a morte do pai, Costanza assumiu a tecelagem da famìlia e, assim, passou a “respirar moda”. Transformou o negócio em uma das maiores empresas brasileiras do ramo têxtil, até hoje fornecendo tecidos para os maiores estilistas do país.

Ganhou o “título” de papisa da moda e fez escola: “Muito antes de as pessoas falarem em hi-lo, eu aplicava isso na minha vida”, diz Costanza. Figura sempre presente na mídia, Costanza é reconhecida como uma autoridade em moda no Brasil e escreveu três livros. (Com dados da revista Elle)